sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Movimento chega em Congonhas e sai no jornal Páginas Católicas

No fim da semana passada estivemos em Congonhas, distrito de Cornélio Procópio. Naquela comunidade existe uma consciência muito viva sobre a água e a importância do seu bom uso e preservação.

Esta consciência, em parte, é devido ao trabalho do dia-a-dia, de gente ligada à realidade rural, que percebe no cotidiano o valor vital da água. Mas é um valor conquistado também pelo trabalho efetivo realizado pela paróquia católica de lá.

Naquela comunidade, todo mês eles dedicam um dia para a água. É feita então uma missa, consagrando o apreço dos fiéis por este bem natural.

O texto com a mensagem do Água da Nossa Gente foi lido para os fiéis e durante a cerimônia também se leu um manifesto contra a privatização da água. Além disso, o padre Moacir fez um comovido pronunciamento contra a venda deste recurso vital para os seres humanos.

Também nesta semana, nosso texto também foi publicado no jornal Páginas Católicas, órgão da Diocese de Cornélio Procópio. O jornal abrange as paróquias dos 19 municípios pertencentes à diocese. O texto foi publicado com um bom destaque, inclusive com uma chamada de capa com o nosso logotipo. Veja acima, o destaque da chamada de capa.

Valores humanitários apóiam o Movimento Água da Nossa Gente

O crescimento do Movimento Água da Nossa Gente tem se efetuado de modo gradual e organizado, fruto de um trabalho sério em torno da temática da água. Nesses poucos meses de existência − seu lançamento foi em 3 de novembro, em Cornélio Procópio − a seriedade do nosso trabalho já conquistou o respeito da população.

Um foco básico da nossa atuação é a definição da água como um bem comum. Os recursos hídricos não podem ser usados como fonte de lucro de uns poucos. Nossa água é para o usufruto da comunidade e o bem-estar de todos.

É para isso que trabalhamos e, para a nossa satisfação, alcançamos bons resultados, com um ótimo acolhimento por parte da população. Temos mantido uma agenda bastante produtiva com palestras, reuniões e ações junto à variadas instituições como escolas, associações e sindicatos, e com isso colhido apoios que engrandecem a nossa causa e faz crescer a consciência sobre a necessidade cada vez mais urgente de cuidarmos da nossa água.

Como um exemplo dessa aprovação da coletividade, trazemos o recente apoio do médico João Batista Lima Filho, que nos procurou manifestando seu apoio e colocando à disposição do trabalho do Movimento Água da Nossa Gente as instituições que criou e dirige.

O doutor Lima Filho, que mora e trabalha em Cornélio Procópio, é uma pessoa muito conhecida em todo o país em razão da alta competência como médico geriatra e a dedicação a atividades filantrópicas. Seu perfil ilustre, como um profissional que alia a capacidade técnica à dedicação aos problemas da comunidade e à melhoria de vida do ser humano, exige que nos alonguemos um pouco para bem situá-lo como um símbolo da qualidade humana que o nosso Movimento tem atraído.

Graças ao médico Lima Filho, Cornélio Procópio tem a honra de ser pioneira no Brasil na atenção à questão do idoso. Nesta cidade foi implantada pela primeira vez em 1994 uma Pastoral da Pessoa Idosa, idéia que surgiu de um providencial encontro, em 1993, entre Lima Filho e Zilda Arns, que na época presidia a Pastoral da Criança. Lima Filho, então, era presidente da SBGG – Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, seção Paraná.

A história do nascimento da Pastoral da Pessoa Idosa tem um lance do acaso muito interessante. Em 1993, um bendito mau tempo juntou essas duas nobres figuras no aeroporto de Londrina. Zilda Arns voltava da celebração dos 10 anos da Pastoral da Criança, Lima Filho ia a Curitiba para um congresso da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – SBGG.

Impedidos de tomar o vôo, os dois passaram várias horas conversando. Zilda Arns relatou então para Lima Filho que no trabalho da Pastoral da Criança, os militantes se deparavam o tempo todo com questões referentes à pessoa idosa. Já Lima Filho falou da preocupação da SBGG em dar algum tipo de atendimento ou acompanhamento às pessoas idosas de todo o país. O médico acreditava que seria interessante a criação de redes de solidariedade com os idosos, na forma como a Pastoral da Criança tinha com as crianças. Desta conversação nasceu a Pastoral da Pessoa Idosa, mantida até hoje pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Porém, antes da criação da Pastoral, Lima Filho já fazia em Cornélio Procópio um trabalho exemplar em relação aos idosos. Pode-se dizer que a preocupação com idosos nasceu nesta cidade, na realização do 1º Simpósio Nacional de Ecologia e Envelhecimento, em dezembro de 1991. Já naquele tempo, Lima Filho antevia a importância de um tema que hoje é preocupação mundial.

Depois, em 2003, a CNBB realizou a Campanha da Fraternidade sobre os idosos, quando houve uma discussão nacional mais aprofundada do assunto. Lima Filho, na condição de assessor da coordenação nacional da Pastoral da Pessoa Idosa, viajou o Brasil inteiro para falar em todas as Dioceses brasileiras. Neste ano ocorreu também a promulgação do Estatuto do Idoso.

Desse modo e graças ao trabalho do doutor Lima Filho, Cornélio Procópio está inserida no plano nacional como pioneira na questão do idoso, hoje um tema de interesse internacional por causa do aumento da perspectiva de vida em todo o mundo.

João Batista Lima Filho é um médico com um perfil humanitário. É bem conhecida sua dedicação extrema na atividade profissional no Hospital Cristo Rei, na Casa de Saúde Dr. João Lima e no CEGEN, o Centro de Excelência à Atenção Geriátrica e Gerontológica, todos em Cornélio Procópio. Além disso, não deixa de se dedicar às causas públicas, movido por um espírito benemerente e justo. Estar ao lado de alguém assim − que tomamos como um símbolo de tantas pessoas com valores humanitários que nos apóiam − é uma motivação elevada para o nosso trabalho, pelo apreço que nos proporciona e também pelo que nos trará de experiência e capacidade técnica.

Afinidades em torno da água

Todo ano a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza uma Campanha da Fraternidade com um tema de vital importância para a realidade brasileira ou mesmo mundial. Essas ações acabam tendo um resultado excelente para o diagnóstico dos problemas e também para a ação efetiva na busca de soluções. As campanhas da CNBB, apoiadas nas Pastorais espalhadas por todo o país, trazem sempre elementos de qualidade para a compreensão da realidade brasileira.

Se o governo federal se apoiasse menos em políticos fisiológicos e mais no trabalho sério de gente assim, certamente o Brasil estaria melhor.

Em 2004, em sua 40ª edição, o tema escolhido foi a água. O texto-base da campanha é um excelente documento sobre o tema. E evidentemente tem muito a ver com os objetivos do Movimento Água da Nossa Gente. O médico João Batista Lima Filho, que tem um papel relevante nestas Campanhas, nos mandou alguns trechos, destacados por ele, que tem muito a ver com o Movimento Água da Nossa Gente.

Há uma forte afinidade que liga as conclusões desta Pastoral com os objetivos do nosso trabalho. Confira abaixo.

Apoio aos movimentos de resistência contra a privatização das águas
178. A sociedade vem resistindo às privatizações de nossas águas e de seus serviços. Os cristãos precisam estar irmanados ao conjunto da sociedade que defende a água como um bem público e gerenciado pelo Poder Público, com a participação da sociedade e das comunidades locais.

Motivar a busca de adesões para problemas locais
154. A valorização da água não é tarefa da nossa Igreja, das outras Igrejas ou das religiões. Ela envolve todas as pessoas que amam a vida e lutam para defendê-la. É possível, então, buscar parceiros, aliados em todos os setores da sociedade, que lutam pela defesa da natureza, particularmente da água.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Desmatamento é cada vez maior

O Brasil coleciona más-notícias na área do meio-ambiente. No início do mês foi a notícia de repercussão internacional sobre o desmatamento recorde da Amazônia. O ritmo cresceu de modo alarmante no último semestre de 2007.

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), baseados em imagens de satélite obtidas pelo sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), foram derrubados 3.235 quilômetros quadrados de floresta, dos quais 1.922 quilômetros quadrados em novembro e dezembro, quando normalmente não há desmate por causa das chuvas.

Mas a situação pode ser ainda pior. Os números do sistema Deter costumam ser aumentados quando o governo anuncia os dados de outros sistema mais preciso , o Prodes (Projeto de Monitoramento de Cálculo do Desflorestamento na Amazônia). O Deter não tem resolução para pegar as pequenas áreas, por isso o Prodes é que faz os registros definitivos. Isso faz com que alguns já prevejam a possibilidade de mais de que seis mil quilômetros quadrados de floresta tenham sido desmatados no segundo semestre de 2007.

Especialistas e o próprio ministério do Meio Ambiente apontam entre as causas do desmatamento o avanço do gado da Amazônia e a derrubada de árvores para as siderúrgicas de ferro-gusa. O fato de o maior aumento na derrubada de árvores ter acontecido nos estados do Mato Grosso (54% do total), Pará (18%) e Rondônia (16%), estados onde a pecuária e o plantio de soja são muito fortes, faz dessas duas atividades as mais suspeitas da derrubada da floresta.

Mas até a atuação do presidente Lula como garoto-propaganda das supostas vantagens do etanol pode ter estimulado a destruição. Lula alardeia que existe terra sobrando no Brasil para plantar cana e que, portanto, pode haver a expansão da cultura da cana-de-açúcar sem pressionar o preço dos alimentos ou forçar o desmatamento. Evidentemente o presidente fala isso sem base técnica alguma e até contratriando dados de seu próprio governo. É um discurso meramente político e que contradiz a opinião de especialistas. Mas a euforia de Lula com o etanol tem como efeito a expansão da cana-de-açúcar, que pode estar empurrando as outras culturas em direção às florestas.
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POR José Pires

Siderúrgicas ameaçam mata nativa do Pantanal

Com o desmatamento recorde da Amazônia ainda em discussão, surge agora outra notícia ruim, desta vez relacionada ao pantanal brasileiro. Na semana da passada foi lançado um estudo com informações preocupantes para o Pantanal brasileiro. Realizado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade (CES) da FGV (Fundação Getúlio Vargas) o estudo alerta sobre a ameaça do uso do carvão vegetal sobre a mata pantaneira nativa do Mato Grosso do Sul.

A pesquisa, produzida com o apoio da organização não-governamental Conservação Internacional, revela que a implantação do complexo minero-siderúrgico de Mato Grosso do Sul (CMS-MS), na cidade de Corumbá, elevará a demanda por carvão vegetal. 40 mil hectares do Pantanal estão sob risco imediato e mais de 392 mil hectares podem tombar nos próximos anos.

A implantação do complexo minero-siderúrgico em Corumbá começou em 2006. As empresas já estão em atividade e planejam um crescimento que o estudo demonstra ser incompatível com as condições ecológicas da região. A projeção feita pelo CES prevê um quadro trágico para o Pantanal, caso não seja implantado também um projeto florestal sustentável para atender ao crescimento da demanda por carvão.

No sábado passado o jornal Folha de S. Paulo publicou uma reportagem sobre o assunto e ouviu um dos autores do estudo. Segundo o pesquisador André Carvalho, o problema já é grave na atualidade. Hoje a demanda é de 9.000 hectares, enquanto estão prontos para o corte apenas 5.000 hectares. Com isso, o risco sempre é que as siderúrgicas avancem na mata nativa.

Como faltam 4.000 hectares, ou quase metade da demanda, o pesquisador avisa que haverá uma pressão anual sobre cerca de 40 mil hectares de floresta, porque a produtividade das áreas plantadas é cerca de dez vezes maior que das áreas nativas. E a avaliação feita sobre as projeções de crescimento da extração de carvão mostra que a tendência crescente de aproveitamento das natas nativas pode levar a região a um caos ecológico.

A organização Conservação Internacional traz o estudo completo em seu site (clique aqui). Além de alertar sobre as conclusões trágicas da pesquisa, o documento traz também sugestões para o afastamento do problema. E neste item, a Conservação Internacional mostra que se a implantação do complexo for acompanhada de um reflorestamento sustentável, aumentam as vantagens para a população da região que, além de não ter seu meio-ambiente agredido, ainda pode ter um aumento considerável da oferta de empregos. Com o plantio florestal, o número de empregos gerados pelo complexo pode ser quintuplicado.

O complexo minero-siderúrgico, conhecido como CMS-MS, é formado pelas empresas Mineração Corumbaense Reunida (MCR), subsidiária do Grupo Rio Tinto; EBX / MMX; Mineração Pirâmide e a Companhia Vale do Rio Doce.

E não é nada bom o histórico ambiental dos poderosos do empreendimento. A empresa EBX/MMX, do empresário Eike Batista, já foi autuada pelo Ibama: recebeu uma multa de 1 milhão de reais por comprar carvão vegetal de uma empresa que operava ilegalmente. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul também já tentou barrar obras siderúrgicas da empresa. Antes de se instalar em Corumbá, a EBX/MMX também teve problemas na Bolívia, de onde foi expulsa devido a questões legais e ambientais.

O impacto da implantação do CMS-MS pode ir além do Pantanal e das nossas fronteiras, prejudicando áreas nativas do Cerrado e da Bacia do Alto Rio Paraguai, tanto em Mato Grosso do Sul quanto na Bolívia e no Paraguai. E um agravante para o Paraguai é que naquele país praticamente inexiste legislação ambiental para coibir o desmatamento.

Mas o próprio Mato Grosso do sul já sofre com a depredação. A região já serviu como produtora de carvão vegetal para a siderurgia de Minas Gerais, com bastante prejuízo para suas matas nativas. Existem denúncias de que as siderúrgicas já instaladas no Pantanal estão destruindo as matas nativas. Um cálculo feito pela professora Sônia Hess, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, publicado no site Observatório do Agronegócio (clique aqui) avalia que hoje a demanda por carvão vegetal por parte das indústrias siderúrgicas é de 3.578 toneladas diárias de árvores transformadas em carvão. A professora acredita que a maioria é proveniente de matas nativas. O número é quase o mesmo do estudo da CES.

Segundo a pesquisa da CES, entre 1997 e 2005, um total estimado de 5,7 milhões de hectares de áreas nativas foram exploradas para a produção de carvão vegetal no Mato Grosso do Sul. A área de vegetação primária usada nos auto-fornos de siderúrgicas seria equivalente a 16% do território do Mato Grosso do Sul.

Fazendo as contas com crescimento projetado do complexo minero-siderúrgico, o estudo comprova que pode vir a ser uma devastação do Pantanal. Vejam o cálculo, extraído do site da Conservação Internacional:

Estima-se que em 2007 o volume de carvão vegetal consumido pelo CMS-MS foi de 240 mil toneladas. Para produzir esta quantidade de matéria-prima seriam necessários 5.500 hectares de áreas plantadas. O estudo projeta que, em 2015, a demanda pela matéria-prima vegetal chegue a 2,4 milhões de toneladas, o que exigiria uma área cultivada de 56 mil hectares.

Considerando que o ciclo de exploração do eucalipto é de sete anos, o estado do Mato Grosso do Sul terá que dispor de 392 mil hectares de florestas plantadas. Atualmente, a área reflorestada que fornece matéria-prima para a produção de carvão é de cerca de 30 mil hectares.

Porém, a ameaça que a demanda de carvão gerada pela implantação do complexo minero-siderúrgico representa para o meio ambiente pode ser evitada com a instalação de uma cadeia de florestas voltadas à produção de carvão vegetal, conforme já foi citado acima. A sugestão do estudo do CES feito sob encomenda da ONG Conservação Internacional, além de apontar as conseqüências de imperfeições do projeto, buscou soluções que defendem o meio ambiente e ainda propiciam mais empregos para a região.

Mas tudo indica que, sem pressão popular e política a tendência é que o problema fique para as gerações futuras. A sensibilidade para com o meio ambiente não é o forte de praticamente todos os envolvidos com o problema, inclusive do governo do Mato Grosso Sul, estado que nas ultimas décadas só teve governos complacentes com os crimes ambientais.

E a reação de alguns deles ao estudo do CES mostra que será difícil a busca de solução para a tragédia que ameaça o meio-ambiente. A Folha de S. Paulo buscou a opinião do governo estadual sobre as conclusões do estudo e ouviu do secretário-adjunto de Meio Ambiente Cidades, Planejamento e Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul, Márcio Monteiro, que a busca de carvão para as siderúrgicas não vai afetar o Pantanal. "Posso dizer que a área plantada é significativa", afirmou o secretário que, no entanto, disse não ter dados específicos à mão.

A empresa MMX. De Eike Batista, afirmou que não utiliza carvão de origem irregular ou proveniente do Pantanal. No entanto, no final do ano passado a empresa foi multada pelo Ibama em R$ 1 milhão. A MMX comprou e consumiu carvão vegetal produzido a partir de desmatamentos recentes de mata nativa da região. Outra empresa, a Rio Tinto, também procurada pelo jornal, informou apenas que não vai recorrer ao carvão mineral, mas não apresentou nada que comprove como isso será feito.

Outro ponto importante do estudo é que, caso a sociedade civil permaneça sem participação ativa na implantação do CMS-MS − um vício original do projeto − evitando desse modo o desastre ecológico que se anuncia, em poucos anos restará ao Mato Grosso do Sul apenas as florestas reduzidas a cinzas nos fornos siderúrgicos.

Caso a demanda mundial por minério de ferro, ferro-gusa e aço mantenha-se nos patamares atuais – situação de acordo com as projeções de produção do CMS-MS –, o ciclo de mineração e siderurgia na região de Corumbá pode encerrar-se em cerca de quatro décadas. Com o fim do minério, pode se repetir o ciclo de exploração que já causou tantos males ao Brasil: a indústria predatória se vai e ficam os problemas.
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POR José Pires

Cabeça de narval sobre o gelo no Ártico canadense com a enorme presa apontada para o vasto céu lembra um bizarro troféu nestes tempos difíceis para o meio ambiente.

A foto, de Paul Nicklen, ganhou o segundo lugar na categoria Natureza do World Press Photo, concurso anual de fotojornalismo do mundo.

O narval é um cetáceo de grande porte, com 4 a 5 metros de comprimento e cerca de 1,5 toneladas de peso. São caçados também por suas presas de marfim. Este é um órgão sensorial de sensibilidade excepcional, capaz de detectar as variações mais sutis de temperatura e pressão. Cientistas da Universidade de Harvard estudaram o animal e descobriram por meio de sofisticadas pesquisas milhões de terminações nervosas que saem do centro da presa em direção à sua superfície, em contato com o mundo exterior.